segunda-feira, 4 de abril de 2011

PRS

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Tenho andado por lugares que nunca pensei que um dia pisaria. 
Feito coisas das quais me arrependo amargamente. 
Chorado por um amor impossível. Desperdiçado chances valiosas da vida. 
Em quem eu me tornei? Essa é a pergunta que faço antes de se deitar.
Não há mais aquele sorriso que eu costumava carregar e transmitir para as pessoas. 
Egoísta e obsessiva, entre outras coisas me tornei. 
Deixei pisarem em mim, ferindo-me e me confundindo.
Agora sem forças para se levantar e seguir em frente estou.
Eu só queria poder amar...
Sempre achei difícil se relacionar com alguém, pois hoje em dia a noite para um homem tem que terminar em sexo.
Eu só queria ser amada...
Os meus sonhos de adolescente foram roubados, destruídos, moídos...
Eu me entreguei, sem medo, sonhando, querendo sempre o melhor.
Se eu não amasse eu não perdoaria tantas falhas e defeitos...
Sempre tomei o cuidado de não ferir ninguém, pensando que assim ninguém me feriria, engano.
Sinto algo preso em minha garganta... Me sufoca...
Peço a Deus ajuda, uma direção. 
Eu abri mão de tantas coisas para no final descobrir que não a vale a pena e nunca valerá.
Um pacto, só um pacto me trouxe todo esse desespero.
E por mais que eu não queira que acabe, é preciso.
Vai doer, eu vou chorar, meu coração vai se ferir ainda mais, mas é preciso.
Nunca me pertenceu. 
Agi com arrogância com pessoas que só querem o meu bem, pensando estar certa, me arriscando, pulando em um abismo.
Hoje eu só tenho que pedir desculpas àqueles que me deram os conselhos certos, mas ignorei agindo sem pensar.
O que vem com facilidade vai com facilidade, o que tem dificuldade, permanece.
Hoje quero descobrir quem eu sou.
Não sei dizer, e não há quem diga por mim. Não se pode fazer uma análise de mim e mesmo que fizessem ela estaria errada.
Não sei o que eu espero do amanhã, do futuro. Não sei o que fazer para que tudo mude. Não sei mais fazer as transformações essenciais.
Me tornei em um vaso adornado por fora, mas vazio por dentro.
(...)

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