segunda-feira, 25 de abril de 2011

Cry

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Havia muito tempo que eu não chorava por um motivo que me causasse tanta revolta. Não tenho vergonha de dizer, sim, eu chorei. O choro pra mim é o limpar da alma, o alívio de algo preso dentro de si, é tristeza também, felicidade, entre outras coisas, mas isso não fora o motivo que fez as lágrimas surgirem em meus olhos...
Naquele escuro quarto, desconhecido lugar. Lugar de pecado, sim ali, com o iluminar da luz que ao longe adentrava pela janela de vidro, ali o remorso me visitou. 
O desespero, que há um tempo também havia me visitado naquele mesmo lugar, me veio em pensamento. Foram alguns angustiosos minutos, em silêncio. Momento frágil e delicado que ninguém, nem mesmo ele entenderia, ignoraria. 
E aquela frase me veio e atingiu o peito, feriu e também aliviou. 
"Nada, nada disso existe".
Tentei me convencer que não existia mesmo, e consegui. NÃO É REAL!
Fiquei me perguntando o porquê de estar ali. 
Não consegui dormir, algo me impedia de fechar os olhos e adormecer.
A raiva surgiu, o frio se penetrou em meu corpo, e mais perguntas surgiram.
"Nada, nada disso existe", fiquei repetindo pra mim mesma.
Por que sabia, que logo ao amanhecer as coisas mudariam, se tornariam tão clichês, superficiais e monótonas, porque é assim que as tenho visto. 
E se me disserem outra vez que sou fraca por ter chorado, digo que sou uma mera ser humana com sentimentos e que às vezes é melhor expor do que guardar e mais adiante não conseguir mais conter. 
Certas coisas não vão mudar... "Ele próprio é o oposto do que deveria ser".
As lágrimas só me fazem ver que ainda estou viva.
Não mais invento "mundos" ou faço de alguém o meu "porto seguro".
Seletividade a tenho comigo. Mas isso não quer dizer que me tornei perfeita e não vou cometer atos errados, mas evitá-los é a melhor opção...
Naquele lugar não encontro mais felicidade, e se tiver, é falsa, é ilusão.
Dou graças ao meu Deus que hoje penso assim, diferente de mim e certo de mim - (também não entendo, mas sei que penso assim).
Sentada na cama, me pus no lugar de onde nunca deveria ter saido: na sanidade dos pensamentos certos. De diferenciar o certo do errado, do duvidoso, do nunca.
E assim acordar para o mundo, que eu mesma, havia destruído por ter se iludido com falsas palavras, promessas, e reconstruir tudo do zero. Recomeçar depois do fim, que nunca chegou, mas que sei que há.
Há tempo pra todo propósito! E está na hora de recomeçar.
De lutar, de defender as coisas importantes na vida. Porque ficar parada esperando por alguém que nunca virá, não funciona mais.
E encontrar escamas esverdeadas pelo caminho, tornarei a repetir o vício inofensivo e obsessão: tenho um dragão que mora comigo.  
"E, desse jeito começar uma nova história que desta vez sim, seria totalmente verdadeira, mesmo sendo completamente mentira".


(...)
Deixe-me que eu te prove que suas mãos estão sujas de erros contínuos.

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