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A tua presença me faz bem, mas ao mesmo tempo sinto uma raiva incompreensível, um nojo, e também um carinho enorme, afeto por você.
Quando não estou ao seu lado não quero estar com mais ninguém. Quero ficar no silêncio de um quarto escuro com pensamentos que fazem lembrar você.
(É se ferir? - Não, é buscar algum conforto, talvez da maneira errada.)
E a distância machuca um pouco, mas sinto que às vezes é precisa.
Se eu não entendo tudo isso, tampouco entenderei o que são essas sensações em mim.
Devem ser por causa das conversas sobre mudar, ser diferente, pensar diferente, ser igual a você. Mas eu não sei quem é você. Tenho medo de você, medo de mim. Quem sabe somos mais parecidos do que sabemos?
...
Agora mesmo sinto vontade de ligar para você. Saber onde você está, o que está fazendo, se está pensando em mim... Essas perguntas que as pessoas que se importam umas com as outras fazem.
Você me ensinou que não devo fazer certas coisas, e essa é uma delas, não fazer perguntas que não "fazem sentido", ou não devo me importar. Você me deixa sem palavras quando fala e fala que devo ser assim e aquilo outro e agir dessa maneira. Se eu erro, é ponto negativo. (Quantos eu já tenho mesmo?); Eu posso errar, não sou perfeita, e tampouco busco tal perfeição.
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Deve ser pela dor mesmo que irei aprender certas coisas da vida, infelizmente. Pelo amor deve, e é melhor de se aprender. Mas isso entre você e eu, existe pouco. (Amor? - Não! Afeto, consideração?)
Talvez não seja exatamente isso que escrevo aqui o que está acontecendo mesmo, mas são os meus pensamentos perturbadores, as sensações distintas em mim.
Talvez seja só a minha maneira diferente de pensar de você. De ver as coisas "erradas" como sempre diz.
...
Hoje é sábado. Dia para curtir com amigos, conversar, rir... Quem sabe agora mesmo você deva estar fazendo isso, enquanto eu aqui, no quarto com pensamentos que fazem te lembrar e sentir tua falta.
Falta?
Eu nem sei o que eu sou pra você. Um passa-tempo? Uma cura? Amiga?
E tais dúvidas surgem, besteira pra você, idiotice minha.
Eu deixo você falar e falar, mas não quer me escutar.
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